Pessoas com deficiência: vamos brincar juntos!





Estamos na Semana Modos de Acessar no Sesc São Paulo e para continuar nossa conexão com a temática da acessibilidade trazemos aqui mais um pouco de nossas experiências vividas no Espaço de Brincar do Sesc Campinas.

Vocês já se depararam com uma família em que algum integrante era uma pessoa com deficiência e não souberam como acolher e convidá-la para estar junto?

Se sim, não se sinta constrangido, acolher o outro é um exercício de presença, sensibilidade e atenção que requer de nós um processo educativo constante. O que vale é a disposição para aprender, apreender, refletir, rever atitudes e mudá-las.

O Espaço de Brincar do Sesc Campinas tem como principio acolher as diferentes composições familiares, os jeitos de estar entre os adultos e crianças, como também a diversidade de pessoas que nele chega. 

É da vivência no cotidiano deste espaço coletivo que surgem estas reflexões em como acolher o outro e sua diferença.

Ao observar as crianças neste espaço percebemos que em sua maioria há muita abertura para o estar junto e criar formas/jeitos de brincar. Se ela observa algo que chama a atenção ela pergunta. A forma como os adultos conduzem esta conversa (se for necessário) que faz toda diferença. 

Já tivemos uma pessoa adulta com deficiência visual acompanhando uma criança que ao brincar com outra foi questionada: - Ela não enxerga? Como vocês chegaram até aqui? E assim se desenrolou uma conversa que trouxe o adulto para perto e o inseriu na brincadeira ao mesmo tempo em que perguntavam sobre sua condição. Um potente momento de integração!

Em outra situação uma família com uma criança com 6 anos cadeirante chegou e colou-a no chão para se deslocar livremente usando os braços. Observei que as outras crianças presentes se atentaram para a sua diferença, mas logo que ela perguntou o que estavam fazendo e se colocou em uma atitude brincante foi integrada e a família expressou por varias vezes o quanto aquilo foi incrível e lamentou não existir um lugar como este onde moravam. 

Portanto uma postura acolhedora se mostra na forma que você olha, sorri, convida e busca compreender o jeito de estar no mundo do outro para que estejam juntos, integrados. Não tenha medo de se aproximar!!

O que não conseguir saber a partir da movimentação observada pode ser perguntado. Por exemplo: - Você precisa de ajuda? Isto é, não tentar fazer pelo outro, deixá-lo se desafiar. Se for aceita a ajuda completar: - Como posso te ajudar? Não tenha medo de perguntar e se dirija diretamente a ela, mesmo que seja uma criança, com calma e atenção.

Estar disponível para o outro sem julgamento. O fato de ser uma pessoa com deficiência não a torna incapaz. Ela pode não conseguir fazer uma coisa, mas conseguir outra, como todos nós. Aprendemos muito ao perceber que são capazes de criar estratégias, maneiras de fazer as coisas, sejam elas se deslocar, pegar um objeto, transitar por um local, se comunicar. assim também é com o brincar,  Imaginar, explorar, criar narrativas, apresentar-se para o mundo.  Não crie limites, não finja que não percebe ou não vê a condição do outro. Acredite em seu potencial!!

Existe uma riqueza na oportunidade da convivência, que é onde iremos desenvolver sensibilidade, parceria, trocas e apoio. E quando temos presente uma criança com deficiência nosso estado de atenção conosco deve ser ainda maior, não subestimá-la ou superestima-la e deixar que seja uma criança entre outras é um desafio a ser vencido.

E nos momentos embaraçosos em que nós encontrarmos, delicadeza, sinceridade e uma postura de aprendiz resolvem a situação.


Você é ou acompanha uma pessoa com deficiência? 
Usa espaços coletivos para brincar? 

Compartilhe com a gente seu olha sobre o tema!

#coisadebebe_sesc

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