Cesto de tesouros

Esta é uma proposta de exploração sensorial indicada para bebês que já conquistaram a posição sentada. É elaborada por um adulto que seleciona um conjunto de objetos comprados, confeccionados ou encontrados na natureza e os dispõe em um pequeno cesto para que o bebê possa explorá-los livremente.

Seguem abaixo algumas dicas para oferecê-la ao seu bebê.

O cesto: 
Pode ser de diferentes materiais como vime, plástico, madeira ou feitos em crochê ou revista. Ter por volta de 30 cm de diâmetro e 10 cm de altura para que o bebê possa puxar, arrastar ou levantá-lo caso queira. Dez objetos neste tamanho de cesto é um bom número para começar, depois vá sentindo a relação do bebê com os objetos e varie em mais ou menos de acordo com o volume que fica no cesto, para que haja espaço para olhar, escolher e pegar. 

Os objetos:
Para a escolha dos objetos é importante o olhar sensível e curioso do adulto para a diversidade do que será oferecido, de forma a ampliar e potencializar essa exploração. O cesto deve oferecer diferentes referências de materiais e formas, como: metal, madeira, tecidos, couro, fios, elementos da natureza, utensílios de cozinha, diferentes tipos de bolas. Diversificando também o tamanho, textura, cor, formato, peso, temperatura e o que mais encontrar de diferente. Comece perto, observando o que tem em casa. Pense o que pode despertar os sentidos e convidar a observar, cheirar, tocar, saborear, ouvir, jogar, abraçar, pegar...

Cuidados necessários:
Como a exploração pelos bebês ocorre de forma intensa e imprevisível, o cuidado com a qualidade e segurança do cesto e dos objetos é fundamental! Por isso, é necessário muita atenção a algumas características, tais como: a dimensão mínima dos objetos (que não devem passar no gargalo de uma garrafa pet comum), ausência de partes que possam se soltar, de farpas nas madeiras ou de pontas afiadas, a resistência dos objetos e o comprimento dos fios (que não devem ultrapassar 18 cm). Assim como a higienização desses objetos, que deve ocorrer de forma regular e apropriada a cada tipo de material.

Após montar o cesto, coloque-o à disposição para o bebê, interferindo o mínimo em sua exploração. Se for possível, deixe o cesto disponível, ao seu alcance em um local acolhedor, para que ele o encontre em diferentes momentos do dia e continue suas explorações. Troque e retorne objetos para que haja sempre novas apropriações.

Agora é só se aventurar nesta busca e se fizer um cesto em casa compartilhe com a gente com a #coisadebebe_sesc

Nesta foto, adultos fazem um exercício de refinamento do olhar e da própria sensibilidade. Alguns cestos foram disponibilizados para experimentarem os diferentes objetos existentes neles e ampliar o repertório pessoal de conhecimento sobre o que pode ter em um cesto de tesouros.






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