Imagine! E se não existissem brinquedos prontos para comprar?

Imagine se...

... não existissem desenhos animados com personagens que viram produtos, nem comerciais de TV ou lojas de brinquedos definindo o que é ou pode ser denominado um brinquedo?

O que você iria comprar para dar ao seu filho ou qualquer outra crianças a qual desejasse presentear?

Pare e pense por um minuto sobre essa pergunta antes de continuar esse texto!

É fácil cairmos na tentação de buscar respostas prontas quando as perguntas nos tiram de nossa zona de conforto e nos propõe pensar além do que podemos chamar de "convencional". Mas a proposta desse texto não é essa. Queremos propor um questionamento que nos convida a abrir espaço para que perguntas importantes possam surgir.

Porque damos um brinquedo a uma criança, desde um bebê até a chegada da adolescência?

Qual o papel do brinquedo em sua vida e no seu desenvolvimento?

Qual o impacto que nós, como adultos, temos no desenrolar do brincar infantil ao escolhermos e entregarmos um brinquedo a um bebê ou criança?

Qual a real necessidade de um brinquedo comprado?

É importante que pais, mães ou responsáveis, se reconheçam no papel de mediadores do acervo de brinquedos da criança que está sob seus cuidados. Acreditamos que devemos ter sempre um olhar atendo aos objetos, com seus materiais, formas e valores, e fazer escolhas, que aos poucos vão sendo compartilhadas com os pequenos, conforme vão crescendo e aprendendo a fazer escolhas por si só.

A partir das escolhas que fazemos, criamos referências do que pode ser considerado um brinquedo, ou que podemos chamar de forma mais ampla, de um "objeto brincante". Isto é, todo objeto que tendo os requisitos necessários de segurança pode ser oferecido ao bebê ou criança e ser explorado e transformados pelo brincar.

Encontrar estes objetos brincantes pode ser uma busca intrigante e divertida para o adulto também, mas onde eles estão? Que tipos de comércio podem nos apresentar esta oportunidade enriquecedora à infância. 

Use a imaginação! Em uma loja de materiais para construção, o que é oferecido que pode se tornar um objeto brincante? Pensem: lojas de tecidos e aviamentos, utensílios domésticos,  produtos ortopédicos,  artigos esportivos, instrumentos musicais ou até um pet shop.

Mas e esses objetos, será que podem ter cara de presente? Acreditamos que sim! E para isto vamos trazer algumas idéias de como podemos ampliar nosso referencial de objetos brincantes.

Montem kits, coloquem em cestos e façam uma embalagem bem divertida para abrirem. 

🎁 Massageadores manuais em madeira ou silicone 

  

🎁Pranchas de equilíbrio e cones de atividades

  

🎁Objetos utilitários

  

🎁Instrumentos musicais

  

  

🎁Pulseiras, colares e tecidos

  

🎁Peças ornamentais como esculturas

Acervo pessoal

Não se esqueçam que é no brincar que os objetos se transformam em brinquedos!


Se você se aventurou nesta busca e presenteou uma criança conte para a gente e marque com a  #coisadebebe_sesc


Texto: 

  • Sandra Aparecida de Siqueira - Educadora do Espaço de Brincar do Sesc Campinas
  • Renato M. Barboza - Arte educador e ecobrinquedista

Fotos:

Extraídas da publicação digital "Os brinquedos e o brincar na primeira infância: formação de educadores ecobrinquedistas" de Renato M Barboza. Disponível em: http://gg.gg/osbrinquedoseobrincar



Brincadeira em roda - Ana Maria

Quem nunca brincou de roda? 



Sugerimos aqui uma brincadeira interessante para experimentarem com crianças, jovens e adultos que estão perto de você. Neste momento de isolamento, pode ser divertido! Que tal experimentar?

A música tradicional da infância é "Ana Maria". Quem ensinou foram as crianças de Belo Horizonte - MG, em 1998. Retiramos do material Abra Roda Tin dô lê lê, com pesquisa e direção e Lydia Hortélio com Participação especial Antonio Nóbrega.


Segue a letra:


Ana Maria 

Ficou de catapora

Por vinte quatro horas

Vige!


Como se brinca: 

As crianças e quem mais puder formam uma roda. Começam a pular sem sair do lugar, no ritmo da parlenda, com os pés bem próximos. Quando dizem "Vige", dão um pulinho maior e caem com os pés um pouco mais afastados. Retomam a parlenda um pouco mais rápido e quando dizem novamente "Vige", caem com os pés ainda mais separados. Assim vão acelerando e aumentando o afastamento dos pés, até que chegam, cada um ou uma no seu limite, vão caindo e saindo da roda. Vencedor será aquele que conseguir ficar mais tempo.

Para ouvir:

https://soundcloud.com/contosmaravilhosos-abraarodatindolele/ana-maria

Gostou da brincadeira? Brincou? Compartilhe conosco com a #coisadebebe_sesc.

Bonecos feitos com tampas

Existe uma diversidade imensa de tampas, frascos e embalagens cujos tamanhos, formas e cores ao se juntarem compõem interessantes brinquedos, com uma riqueza estética que só é possível a partir da brincadeira exploratória de encaixar e sobrepor essas peças.



Este é um convite para que vocês, juntos com suas crianças, durante um tempo, separem  tampas, frascos e embalagens que encontrarem e a partir delas criem bonecos. 




Vamos precisar de:
  • Diversas tampas, frascos e embalagens;
  • Elástico redondo ou comum (de roupas);
  • Um garfo com um dente dobrado para furar o centro das tampas ;
  • Canetas permanentes coloridas;
  • Se tiver, adesivos coloridos ou lisos para criar detalhes nos bonecos.

Agora é explorar as formas e encaixes. 

Antes de começar a montar, experimente as variadas possibilidades que surgem a partir da combinação da forma e do encaixe, para só depois furar e passar o elástico, visando "juntar " as partes e dar movimento ao boneco.

Cuidem sempre da segurança do brinquedo. Para crianças bem pequenas: um boneco maior, com tampas, frascos e embalagens maiores, sem peças pequenas que possam engolir. Para crianças acima de quatro anos, é possível explorar mais as peças menores. Revisem sempre os nós dos elásticos.

Fez um boneco em casa, compartilhe com a #coisadebebe_sesc! Gostaremos de ver as "invencionices" de vocês!




                                    




Estas foram criações do Renato Barboza



                                                    Créditos das imagens: Sandra Siqueira

Sobre Cultura das Infâncias

Compreender e apreender a cultura das infâncias é um exercício que nós adultos podemos fazer para estar com os bebês e as crianças e mergulhar com encantamento no estado de ser deles e delas.




Para contribuir com esta busca, indicamos alguns caminhos trilhados por nós educadorxs do Espaço de Brincar:

O que é cultura das infâncias: Ocupação Lydia Hortélio

Cultura da infância - A casa redonda

A casa das cinco pedrinhas

Mapa do brincar - Mestres

Território do brincar 

Letícia Graciano Nunes - Quintais do Cariri

Videocamp - Acervo  relacionados a filme, infância e educação

Gandhy Piorski - Sobre infância, criança e brinquedo


Depois, se quiser e puder, comente ou compartilhe conosco sua experiência, com a #coisadebebe_sesc!

Escada brincante

Você conhece essa escada?

É um modelo de escada articulada multifuncional em alumínio. Talvez você tenha uma dessas em casa, mas será que já pensou em transformá-la em um brinquedo?

Resistente e leve, é uma estrutura dinâmica que pode se transformar e oferecer diversas formas de apropriação. 
Como escada, já é brincante. Ao acrescentarmos objetos como cordas, fitas, balanços ou tecidos, torna-se ainda mais convidativa para os pequenos.


Para um bebê, pode ser encantador encontrar um espaço acolhedor sob a escada, onde objetos pendurados tornam-se móbiles de chão interativos. A partir do momento que conquistam a posição em pé, tornam-se capazes de novas explorações, subindo na estrutura para se agarrarem, em um movimento ritmado de sentar e levantar, que aos poucos passa para o movimento de subir e descer os degraus.

Conforme o bebê vai crescendo, a complexidade das explorações aumenta. Novas ideias surgem e ampliam o repertório de possibilidades exploratórias.

É importante colocar a escada e deixar livre para os bebês ou as crianças explorarem, com o mínimo de intervenção do adulto, atentos sempre a segurança, mas permitindo que os bebês ou crianças ampliem seus desafios.


I



                        


Outras estruturas podem compor com a escada e criar novas propostas brincantes, como este túnel abaixo colocado no meio da escada ou esta rampa de papelão.
        





Por ser leve e dobrável é possível carregar esta escada para ambientes externos e internos.
                       



                Que tal experimentar alguns desafios?

Lembrando novamente que os olhares atentos do ou da responsável pelo bebê ou criança são essenciais!

Depois, se quiser e puder, comente ou compartilhe conosco sua experiência, com a #coisadebebe_sesc

Créditos das imagens - Sandra Siqueira

 

Brincadeiras com cabanas

Uma cabana pode ser um espaço de interiorização da criança, onde ela entra e mergulha em seu mundo da imaginação.
Quanto menor, mais uterino este espaço é e acolhe os momentos em que a criança busca contornos, limites, bordas, introspecção e olhar para dentro de si. 
Oferece o lado de dentro e o lado de fora e para "dentro" ela leva consigo suas preciosidades do momento para compor com seu mundo interno.
Pode ser feita pelo adulto, mas também criada pela criança a partir da relação com os objetos que tem ao seu redor. 







As cabanas destas imagens foram feitas com malha canelada que é fechada. Na primeira imagem uma estrutura de bambolês foi colocada dentro da malha e criou esta forma oval, na imagem ao lado uma escada de aço multifuncional foi colocada dentro da malha e virou uma cabana triangular. Na imagem abaixo um banco longo, de madeira, foi enfiado dentro da malha e trouxe uma outra forma de relacionar com o espaço interno da cabana.



Olhem em casa o que existe de objetos e materiais, construam suas cabanas e compartilhe com a gente com a #coisadebebe_sesc

Cesto de tesouros

Esta é uma proposta de exploração sensorial indicada para bebês que já conquistaram a posição sentada. É elaborada por um adulto que seleciona um conjunto de objetos comprados, confeccionados ou encontrados na natureza e os dispõe em um pequeno cesto para que o bebê possa explorá-los livremente.

Seguem abaixo algumas dicas para oferecê-la ao seu bebê.

O cesto: 
Pode ser de diferentes materiais como vime, plástico, madeira ou feitos em crochê ou revista. Ter por volta de 30 cm de diâmetro e 10 cm de altura para que o bebê possa puxar, arrastar ou levantá-lo caso queira. Dez objetos neste tamanho de cesto é um bom número para começar, depois vá sentindo a relação do bebê com os objetos e varie em mais ou menos de acordo com o volume que fica no cesto, para que haja espaço para olhar, escolher e pegar. 

Os objetos:
Para a escolha dos objetos é importante o olhar sensível e curioso do adulto para a diversidade do que será oferecido, de forma a ampliar e potencializar essa exploração. O cesto deve oferecer diferentes referências de materiais e formas, como: metal, madeira, tecidos, couro, fios, elementos da natureza, utensílios de cozinha, diferentes tipos de bolas. Diversificando também o tamanho, textura, cor, formato, peso, temperatura e o que mais encontrar de diferente. Comece perto, observando o que tem em casa. Pense o que pode despertar os sentidos e convidar a observar, cheirar, tocar, saborear, ouvir, jogar, abraçar, pegar...

Cuidados necessários:
Como a exploração pelos bebês ocorre de forma intensa e imprevisível, o cuidado com a qualidade e segurança do cesto e dos objetos é fundamental! Por isso, é necessário muita atenção a algumas características, tais como: a dimensão mínima dos objetos (que não devem passar no gargalo de uma garrafa pet comum), ausência de partes que possam se soltar, de farpas nas madeiras ou de pontas afiadas, a resistência dos objetos e o comprimento dos fios (que não devem ultrapassar 18 cm). Assim como a higienização desses objetos, que deve ocorrer de forma regular e apropriada a cada tipo de material.

Após montar o cesto, coloque-o à disposição para o bebê, interferindo o mínimo em sua exploração. Se for possível, deixe o cesto disponível, ao seu alcance em um local acolhedor, para que ele o encontre em diferentes momentos do dia e continue suas explorações. Troque e retorne objetos para que haja sempre novas apropriações.

Agora é só se aventurar nesta busca e se fizer um cesto em casa compartilhe com a gente com a #coisadebebe_sesc

Nesta foto, adultos fazem um exercício de refinamento do olhar e da própria sensibilidade. Alguns cestos foram disponibilizados para experimentarem os diferentes objetos existentes neles e ampliar o repertório pessoal de conhecimento sobre o que pode ter em um cesto de tesouros.






Brincadeiras com alimentos

Brincar com alimentos é muito simples! Basta escolher algumas frutas, legumes, verduras e dispor em uma mesa. Brinque primeiro de olhar para elas e imaginar com o que se parecem, isso fará com que muitos elementos surjam e a partir deles muitas brincadeiras!

Conheça uma estória do Sr. Umbiguedo, criada a partir de legumes, frutas e muita imaginação. Com Sandra Siqueira, educadora do Espaço de brincar do Sesc Campinas, Lara (06 anos) e Elis (04 anos).

Se você gostou compartilhe, se criar uma história também conte para nós através da #coisadebebe_sesc


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