Brincadeira da cultura da infância: Trava-línguas

É uma brincadeira da cultura da infância e também da cultura popular, pois pode ser brincada pela família toda, com pessoas em diferentes faixas etárias. 

O objetivo é falar um conjunto de palavras difíceis de forma rápida e continua. Pode ser uma rima, um verso ou uma frase cujas palavras comecem com a mesma letra. 

Mesmo as crianças bem pequenas, que não dominam a fala se divertem ao ouvir os adultos em suas tentativas de completar um trava-línguas sem travar.

Vamos brincar!!





Se você conhece um trava-línguas compartilha aqui com a gente

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Para pequeninos e pequeninas: utensílios de cozinha feitos de silicone

 

Na primeira infância, o contato com a natureza é fundamental,  sendo o maior e melhor espaço de experimentação e exploração da criança. Por isso a importância das famílias buscarem  este contato.

No cotidiano das casas onde este contato com a natureza é menos intenso, a criança pequena pode conhecer e explorar diferentes objetos e materiais que observam os adultos usando em seus afazeres. Os utensílios de cozinha feitos de silicone é um deles. 

Existe uma diversidade enorme desses objetos sendo comercializados, eles trazem muita variedade nas formas, cores, densidade, dureza e flexibilidade. 

São atóxicos e podem ser colocados na boca sem preocupação. Até servem de coçadores para crianças  em que a dentição está apontando. No entanto, existem objetos que combinados com outros materiais como inox, arame e madeira podem oferecer risco, melhor optar pelos inteiriços. Atentem-se também para a qualidade do silicone. Adquiram sempre objetos com indicação de procedência na fabricação. 

É importante não pegar tudo o  que tiver de objetos de silicone e colocar para a criança. Ofereça aos poucos e junto com outros objetos como apresentamos no post do cesto de tesouros aqui no blog.

Quando for a uma loja de objetos para casa, busque nos utensílios para cozinha: descansos de panela, funis, espátulas, batedores de ovos e massa, medidores, formas grandes e pequenas feitas para diferentes preparos, luvas térmicas de silicone, escorredores de alimentos, pegadores, conchas e o que mais você conseguir descobrir nas novidades que surgem diariamente!








O que você tem em sua casa de utensílio de cozinha feito de silicone? 

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Crédito pelas imagens: pesquisadas e captadas no google e que não requerem direitos autorais.








Dica de leitura: Livro-imagem



As imagens são uma das formas pela qual desde muito pequenas as crianças apreendem o que está ao seu redor. Assim também pode ser com a literatura, antes mesmo do contato com as palavras e o domínio de sua leitura.
O livro-imagem é aquele em que a narrativa é criada através de ilustrações, sem utilizar palavras. A riqueza desse tipo de literatura está na possibilidade de diferentes interpretações e analogias a partir do encontro com as imagens.

Existe uma variedade de títulos que encantam não só os pequenos, mas também pessoas de todas as idades. É para família toda!!

Dicas para pesquisar livros-imagem:
  • Explorem os sebos, vasculhem sem pressa ou medo de errar, descubram o que vocês gostam. Estes são bons lugares para encontrar livros fora do circuito comercial, com preços acessíveis e variedade;
  • Observem os elementos que ele contêm e se em seu conjunto eles despertam o olhar, afloram os sentidos e provocam sentimentos;
  • Busque diferentes tipos de estética, com traços e formas de apresentação que saiam do convencional e que não sejam estereotipadas.






Alguns autores/Ilustradores:

ISTIVAN BANYAI
LUÍS LORENZON
JUAREZ MACHADO
MARCELO CIPIS
ILAN BRENMAN E RENATO MORICONI
EVA FURNARI
IVAN ZIGG
RUI DE OLIVEIRA
JOSÉ PALOMO

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Créditos pelas imagens: Sandra Siqueira

Jogo da memória Auditiva

O vídeo traz as imagens de como fazer o jogo da memória auditiva. Sobre um papel branco, punhados de milho, algodão, pedrinhas e canela em pau. Estes materiais são colocados em caixinhas feitas com rolo de papel higiênico arredondados nas pontas e fechados com fita adesiva. No total ficam 4 pares de 2 caixinhas com cada material citado e depois é só brincar de encontrar os sons iguais!




Gostou? Fez o seu? 
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Pessoas com deficiência: vamos brincar juntos!





Estamos na Semana Modos de Acessar no Sesc São Paulo e para continuar nossa conexão com a temática da acessibilidade trazemos aqui mais um pouco de nossas experiências vividas no Espaço de Brincar do Sesc Campinas.

Vocês já se depararam com uma família em que algum integrante era uma pessoa com deficiência e não souberam como acolher e convidá-la para estar junto?

Se sim, não se sinta constrangido, acolher o outro é um exercício de presença, sensibilidade e atenção que requer de nós um processo educativo constante. O que vale é a disposição para aprender, apreender, refletir, rever atitudes e mudá-las.

O Espaço de Brincar do Sesc Campinas tem como principio acolher as diferentes composições familiares, os jeitos de estar entre os adultos e crianças, como também a diversidade de pessoas que nele chega. 

É da vivência no cotidiano deste espaço coletivo que surgem estas reflexões em como acolher o outro e sua diferença.

Ao observar as crianças neste espaço percebemos que em sua maioria há muita abertura para o estar junto e criar formas/jeitos de brincar. Se ela observa algo que chama a atenção ela pergunta. A forma como os adultos conduzem esta conversa (se for necessário) que faz toda diferença. 

Já tivemos uma pessoa adulta com deficiência visual acompanhando uma criança que ao brincar com outra foi questionada: - Ela não enxerga? Como vocês chegaram até aqui? E assim se desenrolou uma conversa que trouxe o adulto para perto e o inseriu na brincadeira ao mesmo tempo em que perguntavam sobre sua condição. Um potente momento de integração!

Em outra situação uma família com uma criança com 6 anos cadeirante chegou e colou-a no chão para se deslocar livremente usando os braços. Observei que as outras crianças presentes se atentaram para a sua diferença, mas logo que ela perguntou o que estavam fazendo e se colocou em uma atitude brincante foi integrada e a família expressou por varias vezes o quanto aquilo foi incrível e lamentou não existir um lugar como este onde moravam. 

Portanto uma postura acolhedora se mostra na forma que você olha, sorri, convida e busca compreender o jeito de estar no mundo do outro para que estejam juntos, integrados. Não tenha medo de se aproximar!!

O que não conseguir saber a partir da movimentação observada pode ser perguntado. Por exemplo: - Você precisa de ajuda? Isto é, não tentar fazer pelo outro, deixá-lo se desafiar. Se for aceita a ajuda completar: - Como posso te ajudar? Não tenha medo de perguntar e se dirija diretamente a ela, mesmo que seja uma criança, com calma e atenção.

Estar disponível para o outro sem julgamento. O fato de ser uma pessoa com deficiência não a torna incapaz. Ela pode não conseguir fazer uma coisa, mas conseguir outra, como todos nós. Aprendemos muito ao perceber que são capazes de criar estratégias, maneiras de fazer as coisas, sejam elas se deslocar, pegar um objeto, transitar por um local, se comunicar. assim também é com o brincar,  Imaginar, explorar, criar narrativas, apresentar-se para o mundo.  Não crie limites, não finja que não percebe ou não vê a condição do outro. Acredite em seu potencial!!

Existe uma riqueza na oportunidade da convivência, que é onde iremos desenvolver sensibilidade, parceria, trocas e apoio. E quando temos presente uma criança com deficiência nosso estado de atenção conosco deve ser ainda maior, não subestimá-la ou superestima-la e deixar que seja uma criança entre outras é um desafio a ser vencido.

E nos momentos embaraçosos em que nós encontrarmos, delicadeza, sinceridade e uma postura de aprendiz resolvem a situação.


Você é ou acompanha uma pessoa com deficiência? 
Usa espaços coletivos para brincar? 

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#coisadebebe_sesc

A criança e a cidade : acessibilidade para brincar

Desenho: Sandra Siqueira

O desenho acima é uma memória que tenho de algo que vi no jardim do galpão do Sesc Campinas e que ficou registrada em mim, tamanha sua força! Como estamos na Semana Modos de Acessar no Sesc São Paulo, essa lembrança traz uma conexão com a temática da acessibilidade! 

Na imagem temos uma criança com deficiência física, com cadeiras de rodas, brincando no tanque de areia que fica na área externa do jardim do galpão e para ter "acesso" a ele com a cadeira de rodas, só entrar pela frente do galpão, subir pela guia rebaixada, seguir por um trajeto curto e sem degraus até o jardim para encontrar uma frondosa árvore Sibipiruna e o tanque de areia que fica ao lado.

Boas memórias! Saudade...

Neste galpão, encontramos também três banheiros específicos para pessoas com deficiência física, bebedouro rebaixado, uma lanchonete com balcão adptado, uma área expositiva onde diferentes ações culturais acontecem, salas para atividades diversas,  uma enorme sala para Ginástica (Programa de Ginástica Multifuncional) e o Espaço de Brincar para adultos com crianças até seis anos brincarem juntos, sendo toda esta área sem degraus.

E quem me veio falar tudo isso foi a mãe da menina com deficiência física que eu observava brincando. Estava ali com a família passando um dia inteiro de lazer naquele local. 

Em uma longa e entusiasmada conversa ela me presenteou com seu olhar sobre a criança, a cidade e a acessibilidade para o brincar de sua família. Trago aqui um pouco do que conversamos:

Contou que para sair de casa com sua filha e família precisava saber antecipadamente como era o local e se ele possuía as condições necessárias para sua permanência nele. Para um passeio ser bom, entrar, permanecer, transitar e sair  tinham que ser possíveis e nem sempre isso acontecia com tranquilidade.

Falou ainda que o meio de transporte também era definidor para esta aventura acontecer e que foi depois que puderam ter um carro próprio que de fato as saídas aumentaram. 

O que mais me chamou a atenção foi sua fala sobre a sensação de poder estar bem, tranquila, por inteiro em um lugar e poder "relaxar", e que naquele momento ela sentia isso. Em outras situações, precisava estar sempre em estado de atenção, pensando em como resolver as questões práticas da saída. Por exemplo em como trocar a fralda da filha, caso não houvesse um banheiro para cadeirante ou em como conseguir um lugar para comer. Desafios que encontrava principalmente ao ir a um parque ao ar livre.

Este relato que me fez pensar que ter a possibilidade de acessar um espaço físico pode não ser tão simples e a acessibilidade deve ser garantida para todos. No caso de uma criança, para ela e para quem a acompanha.

Isso me trouxe uma pergunta:

O que é importante para que as pessoas com deficiência e seus acompanhantes possam brincar com autonomia, segurança e conforto nos espaços públicos e privados existentes em nossas áreas urbanas?

Passei a observar se os lugares que eu frequento permitem que todos estejam nele com máximo de igualdade de uso, com acesso no plano baixo, médio e alto, se existem banheiros para pessoas com deficiência física, banheiro familiar, elevadores acessíveis, sinalizadores para deficientes visuais, corrimãos, rampas e calçadas regulares. E o quanto de pessoas com deficiência ou com outras condições específicas que eu vejo no meu dia a dia... 

Sejam eles, um deficiente visual,  um idoso, alguém que use uma bengala, muleta ou andador, assim como as gestantes, lactantes ou uma pessoa com carrinho de bebê...

O que me leva a refletir que existem também diferentes tipos de acessibilidade a serem compreendidas e incorporadas por nós...

Por isso deixo aqui o meu convite para que juntos e juntas possamos transformar o conceito de acessibilidade em prática,  em nosso cotidiano e para todes nós. 

Imagem: forumdaconstrucao.com.br


 Guia prático sobre acessibilidade


Parques com playgrounds acessíveis em Campinas:


Pedreira do Chapadão

Parque Dom Bosco

Parque das Águas



Você é ou acompanha uma pessoa com deficiência? 
Usa espaços públicos e privados da cidade para brincar? 

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Os bebês e as caixas de papelão

As caixas de papelão são para os bebês uma fonte inesgotável de pesquisas, experimentações, desafios e conquistas. Ter caixas de papelão pela casa, quando se tem bebês que já conquistaram a posição sentada e o engatinhar, sejam elas de diferentes formas, pode proporcioná-los ricas surpresas.

Dica: Deixe que o bebê encontre a caixa, brinque o tempo que desejar com ela e siga sua jornada exploratória. Ao observar o bebê brincando não tente ajudá-lo (desde que não esteja correndo algum risco de se machucar), deixe que ele supere seus desafios, isso amplia sua capacidade de se conhecer e de lidar com frustrações e vitórias.

O vídeo abaixo, apesar de caseiro, mostra um recorte do momento em que esta bebê de sete meses encontra uma caixa de papelão no chão, o que desperta a sua curiosidade e cria uma sequencia de desafios que ela, sozinha, consegue superar e sair feliz com sua conquista.

Assistam!!!

Se não visualizar o vídeo acesse:


Uma sequencia de caixas, presas por prendedores de roupa proporcionou uma divertida brincadeira que durou semanas, ora sozinha, ora com algum adulto participando.




No Espaço de Brincar do Sesc Campinas as caixas sempre tiveram presença garantida. Em diferentes tamanhos, formas, algumas vezes abertas e outras fechadas. Também encapávamos com diferentes papeis, tecidos, fazíamos desenhos, ou simplesmente as deixávamos sendo caixas, até que um brincante aparecia para transformá-las. Neste momento estamos com o espaço físico fechado devido a pandemia/Covid.




Algumas dicas importantes antes de oferecer caixas de papelão aos bebês:

  • Retire o excesso de objetos existentes no chão para que as caixas sejam vistas e adquiram destaque;
  • Procurar caixas com o mínimo de imagens e letras; 
  • Trazer as caixas para casa e deixá-las alguns dias no sol;
  • Higienizar com álcool 70% para minimizar a presença de vírus e bactérias;
  • Observar se a caixa contem resíduos e se vale a pena levá-la;
  • Trocar as caixas periodicamente;
  • Retirá-las do chão no período da noite e guardar em local seguro;

Você oferece caixas de papelão ao seu bebê? Compartilhe marcando nossa #coisadebebe_sesc